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sábado, 26 de março de 2011

Os Templários e as sociedades secretas


Sociedades secretas buscam passado nobre nos Templários


Um candidato deita-se sobre uma tela representando o ataúde de um herói mítico que morreu defendendo os segredos maçônicos.

O mestre da loja, sentado no altar com uma Bíblia, preside esse ritual de morte e renascimento - clímax dos ritos de iniciação para o grau de mestre maçon

Não são só os lunáticos que costumam se apropriar dos Templários para justificar suas histórias ou origens, como fez Pierre Plantard com o Priorado do Sião. Sociedades secretas surgidas no século 18, como a Maçonaria e a Rosa Cruz, também alegam ter se iniciado com os cavaleiros. "Essa associação é uma fabricação da metade do século 18, atribuída ao desejo de essas sociedades conectarem suas tradições a um passado mais aristocrático", disse a Galileu o historiador norte-americano Ian McNeely, que coordena um curso sobre sociedades secretas na Universidade do Oregon. "Esses grupos precisavam de uma aura de autoridade e poder místico", completa o pesquisador Ellis Knox.


Segundo McNeely, os maçons da Europa Continental sentiam-se embaraçados com as origens operárias da Maçonaria  "Eles simplesmente precisavam parecer mais nobres e aristocráticos", diz o pesquisador. A explicação também vale para a Rosa-Cruz da Alemanha, no século 18, que era ainda mais conservadora, hierárquica e com mais inclinações religiosas do que suas versões inglesa e francesa. "Ligar sua fraternidade, mesmo que miticamente, às Cruzadas da Idade Média era muito mais atraente para eles", diz McNeely.


Além disso, os séculos 18 e 19 vivenciaram um grande interesse por tudo que fosse relativo à Idade Média, que era tida como um contrapeso para a modernidade, conforme conta Knox.

Maçonaria

De operários à elite intelectual
Existe um consenso entre os historiadores a respeito da data de nascimento da Maçonaria moderna, segundo o livro "Maçonaria, a Descoberta de um Mundo Misterioso", da Editora Globo. Foi em 1717, quando os responsáveis por quatro lojas de Londres se reuniram e decretaram a constituição da Grande Loja Mãe do Mundo, que se tornaria o ponto de referência para todas as associações.

O termo loja se referia aos canteiros de obras das grandes catedrais na Idade Média, onde os operários se reuniam em associações corporativas. Desse cenário de obras medievais se extrai o termo Maçonaria. A palavra substituiu o original franco-maçonaria, derivado de "free stone", como era chamada na Inglaterra uma pedra particularmente adequada à ação do entalhador. Existe outra etimologia para o termo free-mason, que significa "pedreiro livre".

Na Idade Média, era um free mason o pedreiro que podia se deslocar de um lugar a outro para exercer seu trabalho sem ser submetido a taxas pelos senhores locais. "Eles detinham o segredo do cálculo. Daí surgiu o mito do segredo maçônico", explica a historiadora Eliane Colussi, da Universidade Federal de Passo Fundo.

A Maçonaria atual surgiu no início da Idade Moderna, com a retomada do racionalismo e da ciência. "As lojas maçônicas passaram a aceitar pessoas de outras áreas e tornaram-se espaços de livre pensamento", diz Colussi. Atualmente, a Maçonaria se dedica a atividades filantrópicas, com objetivos de aperfeiçoamento moral e auxílio mútuo.


Rosa-Cruz

A lenda que virou realidade e se espalhou pelo mundo
A manifestação histórica da Rosa-Cruz remonta ao século 17, quando foram publicados na Alemanha dois "manifestos" ("Fama Fraternitatis", em 1614, e "Confessio Fraternitatis", em 1615). Segundo o livro "Maçonaria, a Descoberta de um Mundo Misterioso", da Editora Globo, não há provas de que a fraternidade de que falam esses textos tenha existido de fato, de forma organizada, com um ritual ou que representasse um "cenáculo ideal": aquele dos verdadeiros sábios, depositários de conhecimentos secretos capazes de permitir o controle da natureza em um âmbito sagrado e prontos a trabalhar para a regeneração da humanidade. A divulgação desses textos teria sido obra dos cultores da alquimia, da magia, da Cabala e da astrologia, herdeiros do hermetismo renascentista, mas também participantes daquele fervor reformista e da ânsia de renovação espiritual que caracterizava a Europa de então. Depois disso, pouco se ouviu falar na Rosa-Cruz até as primeiras metades do século 18, coincidindo com um surto periódico de interesse pelo oculto. Dessa vez, assumiu a forma de várias organizações diferentes. Os novos rosa-cruzes eram, no geral, materialistas que se preocupavam com exercícios de alquimia física. Assim, os que mais se interessavam em tornar-se rosa-cruzes eram os amadores das pseudociências. Hoje, o rosacrucianismo encontra-se espalhado por todo o mundo, em várias formas, todas ligadas, de alguma maneira, ao misticismo.

Texto retirado do BLOG Filhos de Hiran

Fonte: Revista Galileu

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