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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Qual e a influência do Cristianismo e dos Gregos no desemvolvimento da EUROPA

Claro que Cristãos-de-carteirinha elevam a importância do Cristianismo enquanto que ateus-de-carteirinha reduzem sua importância e elevam a de outras frentes (em especial as correntes democráticas e filosóficas dos Gregos antigos).

Os principais argumentos variam entre “se o Cristianismo não tivesse existido, não teríamos isso” a “se Aristóteles não tivesse existido, não teríamos aquilo”. Nesta brincadeira o mais óbvio é que se eu não tivesse comido repolho, não estaria com gases e que brincar com “se” é simplesmente isso: uma grande e infantil brincadeira.

O mundo ocidental se desenvolveu a partir de uma colcha-de-retalhos de povos, etnias, idéias, crenças e a mais variada série de eventos históricos marcados principalmente pela constante busca do poder. Em cada momento histórico, o poder tomou uma forma diferente. Se inicialmente através da força e guerras entre povos, depois por imposição de crenças e eventualmente pelo poderio financeiro e/ou cultural.

Fato é que isolar uma ou duas variáveis como fundamentais para o atual mundo ocidental é praticamente impossível. O mundo ocidental é maior do que a soma das centenas de milhares de variáveis históricas pelas quais ele passou e, cada uma delas, atuou isolada e combinadamente com as demais para alcançarmos o que entendemos hoje como “mundo ocidental”.

Vou além, tentar simplificar que o mundo ocidental seja resultado do Cristianismo ou também pelo contrário, que seja resultado de qualquer outra corrente anti- ou não-Cristã, é puro proselitismo. É puro proselitismo inserir variáveis que acredita-se pessoalmente que sejam positivas ou negativas e reduzir a importância de outras.

Por exemplo, eu poderia lembrar aos ateus-de-plantão que os Gregos, mesmo que muito progressistas em alguns pensamentos também tinham seus podres. Sua organização social era sexista e altamente estratificada - totalmente diferente dos modelos de igualdade que são apregoados por aí.

Os Gregos também tinham noções bem bizarras a respeito de muitas coisas. As mais divertidas dizem respeito ao sexo (e nem entremos nas questões do homossexualismo para não polemizar).

Pitágoras e Aristóteles por exemplo tinham muitas idéias conflitantes sobre como o sexo dos bebês era definido mas foi uma idéia de Anaxógoras que ficou popular. Segundo ele, bebês do sexo masculino vinham do testículo direito enquanto que bebês do sexo feminino vinham do testículo esquerdo. De tão popular que a idéia era, os homens espremiam o duto deferente durante o sexo tentando estimular um ou outro testículo e influenciar o sexo do bebê.

Quando o assunto era evitar que os bebês nascessem, os métodos contraceptivos dos Gregos eram fantásticos: desde os mais simples como assoar o nariz e pular com vigor após o sexo até os mais elaborados que incluíam lavar a vagina com vinho, vinagre, mel e até toda sorte de fezes de animais. Alguns funcionavam, principalmente quando a mulher morria - o mais eficiente diga-se.

Se o mundo ocidental fosse apenas e unicamente influenciado pelos Gregos talvez ainda estivéssemos espremendo nossos sacos e passando fezes nas vaginas. Os Gregos antigos receberam esse nome exatamente porque ficaram lá para trás e várias outras evoluções (e algumas devoluções) aconteceram de lá para cá.

Quando eu cito apenas estes exemplos negativos, deixo aos leitores uma impressão ruim dos Gregos. Na minha terra isso se chama proselitismo.



INDICAÇÂO
  • Filosofia no ensino Fundamental, Qual seria a sua ...

  • Faria falta para o mundo os pensamentos gregos?



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