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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fabrica de Blocos, no presidio de Itajubá

O Presídio de Itajubá, na região Sul de Minas Gerais, inaugurou, em parceria com a prefeitura municipal, uma fábrica de blocos dentro da própria unidade. A novidade foi anunciada durante a comemoração de um ano de funcionamento do presídio, completado no dia 12. Vinte detentos estão trabalhando no local, produzindo em média de 1.500 bloquetes por dia, que serão utilizados na pavimentação de ruas do município. A atividade é uma forma dos presos aprenderem um ofício e se prepararem para a reintegração na sociedade.

O grupo de presos se divide em dois turnos diários de trabalho, sendo um das 7h às 12h e outro das 12h às 17h. Pelo trabalho, eles recebem ¾ do salário mínimo e remissão de pena – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença. De acordo com o diretor de ressocialização do presídio, Leandro Rodrigues Palma, a parceria reflete em uma economia substancial para a cidade, com a redução do custo unitário do bloquete de R$2,10 para R$0,30.

O trabalho faz parte do Projeto Reconstrução, por meio do qual 70 detentos do Presídio de Itajubá realizam diversos serviços para a prefeitura, como reformas prediais de postos de saúde e unidades policiais, capina urbana e plantio de mudas. O benefício é coletivo, uma vez que os presos têm a oportunidade de trabalhar enquanto cumprem pena ao mesmo tempo em que a prefeitura reduz gastos e soluciona o problema de falta de mão-de-obra. Os cidadãos de modo geral também são beneficiados, vivendo em uma cidade mais limpa, organizada e que dá exemplo de inclusão.

Diversificação

Além das atividades do Projeto Reconstrução, os detentos do Presídio de Itajubá trabalham na lavanderia da unidade e na separação de materiais para reciclagem para duas empresas parceiras. No total, cerca de 90 presos estão trabalhando enquanto cumprem pena.

As atividades de ressocialização também envolvem estudo e capacitação. No início de dezembro, 15 presos concluíram o curso de empreendedorismo ministrado por professores do Centro de Educação Profissional (CEP) de Itajubá e da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas do Sul de Minas (Facesm). Para o primeiro semestre de 2011, está prevista a inauguração de uma escola dentro da unidade prisional.

Exemplo

Os detentos de Itajubá não são os primeiros a trabalhar com fabricação de blocos. Em agosto de 2008, o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), firmou parceria com a empresa Mecan Indústria e Locação de Equipamentos, que viabilizou a montagem de uma fábrica dentro daquela unidade. Atualmente, 10 presos estão trabalhando no local, produzindo cerca de 3 mil blocos por dia.

A ressocialização dos detentos é uma das prioridades da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds). Em todo o Estado, cerca de 9 mil presos estão trabalhando e 5 mil estudam em escolas regulares, dentro e fora das unidades prisionais.

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