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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Salve para acabar os ataques em Santa Catarina

Em Santa Catarina, não houve novos ataques. Gravações obtidas pela polícia mostram que foi uma decisão de presos.

Há três dias nenhum ônibus é incendiado em Santa Catarina. O último ataque foi na madrugada do domingo quando bandidos fizeram disparos contra o presídio de Araranguá, no sul do estado.
Depois de uma semana, a onda de atentados que atingiu 16 municípios catarinenses perdeu fôlego. A ordem de trégua teria saído de dentro dos presídios. A polícia gravou um telefonema entre dois detentos. Um estava no presídio de Blumenau, o outro em uma penitenciária não identificada. Na conversa, eles combinam o fim dos ataques.

Criminoso 1: Amanhã já pode normalizar tudo, ‘tá’ meu irmão?
Criminoso 2: Firmeza!
Criminoso 1: Agora eu vou chegar ali na (penitenciária) Pública e passo um salve ali, ‘tá’?
Criminoso 2: Firmeza. Eu vou passar um salve para Biguaçu também.
Criminoso 1: Fica o agradecimento de “nós” todo, “tá” ligado irmão, pelo apoio que os irmãos deram.

A suspeita é de que a ordem para os atentados tenha partido de dentro de uma penitenciária de segurança máxima na grande Florianópolis. E que seria uma retaliação dos presos contra maus tratos. Na semana passada, uma força tarefa de representantes da OAB, Ministério Público, Polícia Civil e Tribunal de Justiça começou a investigar o caso. A comissão ouviu quase 70 presos e tirou fotos que mostram sinais de violência física.

“Continua ainda o trabalho de investigação principalmente pra verificar se há alguma relação entre essas lesões e os fatos que ocorreram dentro da penitenciária de São Pedro de Alcântara com a violência que tá ocorrendo fora do estabelecimento prisional em diversas cidades aqui do estado”, afirmou Alexandre Takaschima, juiz corregedor de Santa Catarina.

Numa reação das forças de segurança, 48 pessoas suspeitas de ligação com os ataques já foram presas. Hoje um representante da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos veio estado.

“Estamos cobrando das autoridades competentes que esta rede se articule buscando a imediata resolução destes conflitos. Seja os que aconteceram dentro das unidades e os que aconteceram fora”, ressaltou Bruno Renato Teixeira, ouvidor nacional de Direitos Humanos.

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