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quarta-feira, 20 de julho de 2011

É possível ser investidor de sucesso na bolsa de valores, com 3 mil reais

Com valor inicial de 3 mil reais, é possível ser investidor de sucesso na bolsa de valores

 

“A bolsa não é um cassino ou um local onde as pessoas fazem coisas mirabolantes. É local onde se negocia empresas”

 

Dinheiro não nasce em árvores e a poupança não tem dado mais tanta rentabilidade. Quem vive pensando em 'fazer dinheiro' precisa abrir a mente e migrar para outros investimentos. Muitas pessoas preferem as opções de rendas fixas tradicionais como os Certificados de Depósitos Bancário (CDB), fundos de investimentos e títulos do tesouro direto vendidos por bancos, esquecendo das possibilidades na Bolsa de Valores, por medo de arriscar dinheiro e por falta de tempo.

De acordo com Lucas Leal, sócio-diretor da empresa de educação financeira e investimentos Office Investimentos, o mercado está muito democrático, pois todos os produtos estão acessíveis aos pequenos investidores e não é preciso ter fortunas para investir. “São 610 mil investidores, no Brasil, e chegará a cinco milhões em todo o país até 2014”, diz.

“As pessoas precisam começar a pensar no seu dinheiro e desejar que ele cresça no futuro e isso só é possível com um bom conhecimento e capital para investir”, diz Lucas.

E esse foi o pensamento do estudante de Educação Física e nadador, Maurício Gaspar, de 20 anos. O jovem começou a se interessar por investimentos e bolsa de valores quando morou, por dois anos, em Belo Horizonte. Ele ouvia muitas conversas, no grupo de amigos que já investiam, sobre o mercado financeiro. "Fiquei interessado em conhecer melhor, esse ano procurei um curso e já comecei a investir".
Maurício procurou uma instituição de educação financeira, em Salvador, e fez um curso no mês de janeiro. No mesmo período, um amigo fez entradas na bolsa e teve bons rendimentos, o que aumentou ainda mais o interesse do estudante em iniciar as operações na bolsa. “Comecei com R$ 3 mil. Na minha primeira atuação tive algumas perdas, por falta de experiência. Vendi minha ação, por orientação da corretora, mas hoje estudando mais percebo o erro", diz. Segundo o jovem, a ação tomou proporções tentadoras e se não houvesse vendido estaria lucrando muito, pois a empresa está super valorizada.

Recentemente, o estudante comprou duas ações de grandes empresas e, desta vez, pretende agir com cautela e estratégia para conseguir bons lucros. "Vendo os gráficos, percebo que está oscilando, mas tracei estratégias para vender no melhor momento", diz.

Medo, falta de dinheiro e de incentivo à cultura de investimento contribuem para que poucos brasileiros se interessem por esse tipo de comportamento. De acordo com o gerente comercial da corretora Um Investimentos, José Luís Lomanto, no Brasil, menos 1% da população investe em Bolsa, enquanto nos Estados Unidos 90% já está habituada a fazer esse tipo de operação.

No Japão, cerca de 70%, e na Europa 40%."É cultural, mas também econômico. Quando ele quer mais do que a poupança oferece, começa a despertar desejos e, consequentemente, a busca por novas formas de investir", comenta.

"Investir em ações é mais simples do que se imagina mas não é fácil. É preciso ter experiência para enfrentar o mercado", diz José Luis.

Nesse meio há muitas siglas e termos técnicos que exigem uma noção básica para começar as transações. Várias empresas e escolas formam investidores, mas para quem cai nesse ramo há três regras essenciais: estar antenado com as novidades, utilizar muito bem a internet e, principalmente, pensar na acumulação de patrimônio.

O indivíduo que chega à bolsa vai ser estimulado a investir e, segundo o consultor Lucas, é importante entender de planejamento, saber o que é conta receita, ficar atento à quantidade de sobra de equação e, também, quais são as taxas disponíveis e o riscos.

Mas, qual é o caminho certo para investir na bolsa de valores?

1º Passo: Ter dinheiro para investir. O  indicado é R$ 3 mil, eu começei com R$2,5 pois, é preciso que os lucros do montante investido justifique, ao menos, os custos das transações. “Caso o valor investido seja menor que esses, os valores das taxas vão pesar significativamente na operação”.

2º Passo: Ter uma formação básica. O novo investidor precisa entender o que é o negócio. O ideal é fazer alguns cursos para conhecer os termos técnicos e entender melhor a dinâmica de uma bolsa de valores. Algumas corretoras oferecem esses cursos gratuitos e, caso o indivíduo resolva fazer operações pela empresa, disponibilizam, também, o serviço de assessoria. No site da Bovespa dá para fazer cursos online e gratuitos. Vale a pena, nesta fase, usar jogos e simuladores virtuais. “Ajudam muito, mas não são o suficiente. Eles contribuem para experimentar o mercado e até despertam o interesse em ser ativo na Bolsa. Nesse sentido, os jogos são válidos. O novo investidor precisa ser orientado por profissionais que já conhecem o mercado.

3º Passo: Ter um intermédio. O investidor não pode comprar ações diretamente sem o intermédio de uma corretora. É neste momento que ele precisa eleger uma de confiança para auxiliar as operações. Existe uma lista com todas as empresas na página do Bovespa na internet. Sendo cliente delas, se criará uma conta investimento (que não oferece a função de saque) e passará a negociar valores e comercializar ações no sistema da Bovespa (home broker). Caso opte por um banco, é ele quem vai decidir quando e como será investido. O que diferencia o perfil das corretoras são só os serviços que oferecem. Algumas dão ao associado ferramentas e serviços adicionais suficientes para que ele mesmo opere no home broker. A cobrança por essa assessoria varia de corretora.

4º Passo: Definir as operações. É preciso traçar sua estratégia na Bolsa escolhendo se é um investidor de curto, médio ou longo prazo. As ações de curto prazo estão compreendidas entre seis meses e um ano. Médio prazo ultrapassa o período de um ano. E longo prazo são para objetivos mais longas e investidores que querem mais que pequenos lucros em poucos meses. Após esta definição, inserido e cadastrado no sistema, começam as indicações de operações, mas é preciso aguardar o momento apropriado para 'fechar'.

5º Passo: Acompanhamento de mercado de disciplina financeira. Seu dinheiro “está em jogo”, então a partir do conhecimento básico que você já conquistou poderá fazer suas primeiras entradas na bolsa.Cada estratégia tem sua necessidade específica. Se você optou por ações de curto prazo, para obter lucros rapidamente, é preciso acompanhar diariamente as transações realizadas na bolsa, o que está disponível para compra e o que você pode ofertar, criando assim oportunidades. Os investidores de médio e longo prazos não precisam ficar o tempo todo online. Além disso, é bom conhecer o histórico do mercado e saber ler os gráficos para não cair em operações de grande risco.

* A movimentação de até R$ 20 mil por mês são isentas de imposto de renda.
* Exceto a caderneta de poupança, não há investimentos sem custos.
* A Bovespa desenvolveu alguns simuladores para mostrar aos investidores e os iniciantes, na prática, como funciona o mercado de ações.

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