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domingo, 15 de maio de 2011

Qual e o maior interessado na criação de mais dois estados no BRASIL?

 

Justamente no momento em que o país se depara com a volta da inflação, o governo não tem recursos para investimentos e mal pode sustentar a pesada e cara máquina de gastança, construída nos últimos anos em todos os setores e níveis da administração pública, o Congresso Nacional tira do baú o projeto de divisão do Pará, com a criação de dois novos estados. Ninguém desconhece que há mesmo necessidade de uma reforma ampla na nossa divisão territorial, não apenas criando novos estados como extinguindo centenas de municípios que nunca deveriam existir, por falta de condições de sobreviver sem as verbas federais.

A questão é a oportunidade. Um país que não tem dinheiro nem mesmo para tapar os buracos nas estradas, recuperar os hospitais e escolas em ruínas e acaba de cortar meia centena de bilhões dos investimentos previstos no orçamento nacional não pode dar-se ao luxo de torrar, de saída, R$ 3 bilhões somente para a instalação de dois novos estados, cujas populações não chegam às de muitas de nossas grandes cidades.

Nenhum dos dois novos estados propostos terá como se manter com seus próprios recursos. Seus territórios são cobertos de florestas, com cidades que distam uma da outra centenas de quilômetros, muitas só acessíveis por via aérea ou fluvial, com as populações vivendo da atividade extrativista, de forma rudimentar. Bem diferentes de Mato Grosso do Sul e Tocantins, criados já com tutano suficiente para se consolidarem e numa época em que a economia do país ia muito bem.

O contribuinte nacional terá que sustentar mais dois governos estaduais, duas assembleias legislativas, dois tribunais de justiça, pelo menos 16 novos deputados federais, seis senadores, uns 70 deputados estaduais e a instalação e manutenção de toda a estrutura de governo para os três poderes, com milhares de funcionários. Isso sem se falar na necessária instalação da imensa cópia de órgãos federais. Uma gastança que não se justifica no momento tenso atravessado pela economia do país. Os nossos políticos precisam pensar duas vezes antes de levar o projeto à frente. Ele, como dezenas de outros já em tramitação no Congresso, propondo a revisão territorial do país, podem esperar mais um pouco, pelo menos até que a economia nacional volte a respirar normalmente."

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