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domingo, 4 de setembro de 2011

O Santo Padre de cabelo em pé, com documento do Wikileaks

Wikileaks liberou documentos secretos da Santa Sé, que revelam um lado escuro no poder secreto do Vaticano. A liberação destes cabos secretos apresenta-se como um duro golpe à reputação do Estado do Vaticano. A Igreja vem lutando para consertar sua reputação após uma série de grandes escândalos relacionados a pedofilia que sacudiram a instituição religiosa na última década, deixando à reputação do clero católico mais por baixo que umbigo de cobra.

Os documentos publicados pela equipe de Julian Assange, nesta semana, vão levantar as sobrancelhas de crentes e não crentes. Em um movimento de enormes proporções, considerou-se prudente liberar documentos com os números de telefone do Chefe de Estado do Vaticano e do Escritório Papal, ainda que há uma nota na parte inferior da cópia original que diz que é muito pouco provável que respondam a alguma chamada.

A guerra no Iraque

Os documentos que já são de domínio público revelam que o Vaticano apoiou a guerra no Iraque, inclusive se a agressão militar “não fosse abertamente sancionada”.

África

Wikileaks publicou cinco relatórios ao todo, entre os que se indicam que na África, um continente assolado pelo vírus da AIDS, as jovens freiras às vezes são vistas como alvos seguros para atividades proibidas exclusivas para os padres. Em alguns casos extremos, de acordo com a documentação, os sacerdotes engravidaram freiras e alentaram-nas a que se submetessem a abortos.

Estados Unidos

Em 2002 o Vaticano teve que enfrentar o escândalo do abuso de menores por clérigos nos Estados Unidos. Segundo um documento vazado, a Santa Sé respondeu à crise dizendo que, em geral estava “em solidariedade” com as normas estabelecidas pela Conferência Episcopal, mas se opôs a uma série de fundamentos jurídicos.

O Vaticano celebrou a ideia de que só um “pequeno número” dos sacerdotes estavam envolvidos, apesar de que críticos e as vítimas argumentaram que o abuso era massivo. Nesse momento a Igreja declarou que tinham uma incerteza sobre a definição precisa do ato de abuso e considerou que era “vaga e imprecisa e portanto difíceis de interpretar”.

A Santa Sé opôs-se também à Proposta das Juntas de Revisão que se criaria nas províncias dos Estados Unidos, já que estes laicos, potencialmente ofuscariam a autoridade dos bispos e seriam um mal exemplo para outros países.
América Latina

Segundo os documentos, o Estado da Igreja buscou ativamente um apoio contra os governos de esquerda na América Latina.

Fonte:mdig

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