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sábado, 11 de junho de 2011

Esquema de prostituição em presídio

A prisão da lavadeira Eliett Donizett Olegário, de 42 anos, confirmou o esquema de prostituição instalado dentro do Presídio Central do Estado MT (PCE), antigo "Pascoal Ramos", em Cuiabá. Pelas investigações, mulheres utilizavam carteiras individuais de visitas (CIV) falsas para transar com os detentos em troca de dinheiro.

As primeiras prisões aconteceram na tarde desta quinta-feira (9). Foram presas: Michelly Bispo da Conceição, de 19 anos, Adriana Almeida de Campos, de 23, Fernanda Pereira da Silva, de 28, e Tatiana da Silva Bezerra, de 19 anos. Todas são acusadas de falsificarem carteiras de visita para fazer programas com detentos.

Conforme a Polícia apurou, algumas faziam até oito programas por dia de visita, cobrando entre R$ 20 e R$ 50, variando de acordo com a idade e peso do cliente.

Eliett também foi presa na tarde desta quinta-feira (9), assim que saía da visita. O diretor do presídio não reconheceu sua assinatura que estava digitalizada, fato que motivou a abordagem dos policiais.

Em depoimento à Polícia, a lavadeira contou que foi visitar o filho que estava preso há cinco meses. Lá, encontrou um rapaz que se identificou como "Tuca", que a convidou a fazer programas com os presos. Tuca ficou encarregado de arrumar os clientes, que eram detentos da mesma ala. Os programas eram feitos na própria cela.

Para entrar no raio 8, considerado de maior periculosidade, ela precisava de outra carteirinha de visitação. À Polícia, ela relatou que foi abordada por um homem em frente à Penitenciária. "Ali mesmo ele tirou minha foto", contou a lavadeira. Com a carteira falsa, ela conseguia entrar e fazer os programas livremente.

No dia anterior, quatro mulheres foram presas também com carteira falsas. Elas alegaram que foram visitar seus respectivos amásios, mas os agentes prisionais acreditam que elas foram mesmo fazer programas. "Ninguém tem necessidade de entrar com documentos falsos, a não ser com segundas intenções", explicou um dos agentes.

O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Paulo Lessa, informou que irá tomar conhecimento da situação. O objetivo é verificar se há envolvimento de agentes penitenciários ou funcionários do sistema prisional no esquema.

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