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sábado, 29 de janeiro de 2011

Carta para presidio Guaxupé Guaranésia

Ao presídio: “Os líderes precisam ter uma saudável quantidade de humildade, coragem e humanidade. A humildade é útil nos momentos de sucesso. A coragem, nos de fracasso. A humanidade, em todos os momentos.” C.K. Prahalad, professor da Universidade de Michigan
 As relações entre líder e equipe se dão através da confiança entre as partes, que consiste numa expectativa positiva em relação às atitudes do outro. Pode haver três tipos de confiança nessas relações: por intimidação(para o qual podemos chamá-lo não de líder e sim de chefe), por conhecimento e por identificação. A relação de confiança por intimidação nos remete a situações onde o liderado faz o que lhe é imposto devido ao medo das conseqüências de não realizar o que foi solicitado. Qualquer violação nessa relação de confiança representará uma impossibilidade de reestruturação. A confiança por intimidação nos remete a uma relação de poder exercido por ocupação de cargo hierarquicamente superior e não à liderança natural. Já o relacionamento baseado na confiança por conhecimento prevê atitudes e comportamentos baseados naquilo que conhecemos da outra pessoa. O fato de conhecer a pessoa e poder prever o que ela fará em determinada situação, substitui penalidades e punições. Quanto mais se conhece alguém, maior é a previsibilidade de suas ações e maior é o grau de confiança estabelecido neste relacionamento. Neste tipo de confiança é mais fácil aceitar e compreender uma violação.
Há também a confiança por identificação, que envolve o emocional das pessoas envolvidas. É quando existe uma conexão muito forte e uma afinidade de interesses muito grande. Conseqüentemente, a lealdade entre os envolvidos é muito forte podendo, inclusive, uma das partes responder em lugar da outra. É quando existe uma relação de admiração e inspiração criando fortes laços. Um exemplo disso pode ser explicitado numa situação onde temos o líder como um exemplo a ser seguido, onde há doação àquele líder por parte de seus liderados e aquilo que os liderados estão dispostos a fazer pelo líder.
Atualmente está muito presente a idéia de valorização das pessoas, do reconhecimento de seu trabalho, extinguindo-se, aos poucos, o conceito de gerência e passando-se a falar mais em liderança. James Hunter, em “O Monge e o Executivo” frisa muito a importância do relacionamento do líder com sua equipe. O líder deve demonstrar que dá o melhor de si pela empresa e assim, despertar em sua equipe o mesmo sentimento de comprometimento. Para isso, deve estabelecer com seu grupo uma relação de credibilidade e confiança. E como conquistar um bom relacionamento com a equipe? Para conquistar e preservar um bom relacionamento com sua equipe, o líder deve saber OUVIR seus funcionários, identificar suas prioridades, avaliar o ambiente interno buscando sempre o bem estar de cada integrante, para que isso possa refletir-se no grupo como um todo. O líder deve também conversar com seus liderados valorizando novas idéias e implementando-as quando forem necessárias, anunciando estratégias e decisões para o conhecimento de todos e assim ganhando credibilidade em relação a sua equipe. O feedback é uma ferramenta muito importante na relação entre líder e liderados quando usado de forma positiva e consciente para que, mesmo quando houver uma crítica negativa, as pessoas interpretem-na de forma positiva e busquem melhorar, não levando a crítica de determinada atitude para o lado pessoal. Na hora de comentar uma falha, o líder deve criticá-la e não criticar o autor da falha, o que deve ser feito em particular sempre, para não expor ninguém. É interessante num feedback negativo, que se considere outras situações positivas do funcionário, como forma de motivá-lo e instigá-lo a buscar a melhora nas atividades, pois sempre é reconhecido pelas coisas boas que realiza. O feedback é uma ferramenta que permite ao líder conseguir um maior comprometimento de seu grupo, pois estes buscarão sempre melhorar suas tarefas para o benefício de todos.
As pessoas são diferentes e divergem nas idéias e opiniões. O líder deve desenvolver habilidades para lidar com essas situações delicadas. Segundo Mark Gerzon, o líder deve desenvolver também as habilidades de mediador, considerando argumentos, coletando dados, inteirando-se da situação para poder avaliar, iniciar um diálogo com os envolvidos e poder criar alternativas para solucionar a situação.
O bom relacionamento entre o líder e seus liderados é essencial para o bom andamento das atividades propostas pela empresa, entretanto deve-se manter o profissionalismo no ambiente de trabalho muito claro a todos e evitar situações de preferência ou afetividade que transpareçam ao grupo.

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