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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Televisão evangelica 24 horas por dia para presos.

A Igreja Batista da Lagoinha patrocina, há quase três meses, 24 horas diárias de programação em 20 televisores do tipo LCD de 32 polegadas nas celas de duas prisões da capital.

Para compensar o investimento de cerca de R$ 30 mil, os 276 detentos dos Centros de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresps) São Cristóvão e Centro-Sul - o segundo mantém uma unidade feminina - são obrigados a assistir, sem qualquer interrupção, à programação evangélica da Rede Super.

O governo do Estado confirma a parceria com os evangélicos, mas informa que a programação também contempla canais católicos como o Rede Vida, Canção Nova, a estatal Rede Minas e a TV Justiça, que traz noticiário do Poder Judiciário.

Os aparelhos de TV são controlados da sala da direção das prisões. Aos detentos é reservada apenas a liberdade de diminuir o som e o brilho da TV, à noite. Apertar o botão "off" só depois de muita negociação e acordo entre os colegas da mesma cela.

O diretor do Ceresp São Cristóvão, o evangélico Luís Fernando de Sousa, diz que depois que passaram a contar com a programação evangélica, os presos "mostram no semblante a tranquilidade em aproveitar a iniciativa cristã".

Ele diz que a programação evangélica da Rede Super é intercalada com a exibição de filmes. "Coloco filmes para eles três vezes por dia. Exibimos títulos como ‘Em busca da Felicidade’, ‘Homens de Honra’, que passam mensagens positivas". Os DVDs, segundo Sousa, são alugados por ele próprio ou doados.

Um agente penitenciário do Ceresp São Cristóvão, que pediu para não ser identificado, disse que a reação dos detentos mudou desde outubro, quando os televisores foram instalados nas celas. "Os presos ficam mais calmos", contou. "Mas, pelo que vi, só passa a Rede Super", completou.

O coordenador da Assistência Religiosa do Sistema Prisional do Estado, Reinaldo Domingos Pereira da Costa, admitiu que o domínio do canal evangélico na programação oferecida aos telespectadores do Ceresp provocou a adoção de novas medidas. "Começamos a perceber que teríamos que podar o horário e fazer uma melhor divisão entre as entidades religiosas", disse. Segundo ele, a "democratização da oferta" já entrou em vigor nas unidades que têm as TVs. "É um projeto piloto e estamos avaliando a repercussão".

O subsecretário da Administração Prisional, Genílson Zeferino, defende a iniciativa como forma de humanização dos detentos. "O Estado não tem como investir nisso (TVs). Foi uma parceria. Estamos acreditando, de coração, que levar a religião é uma forma de socializar os indivíduos", disse. Zeferino afirmou ainda defender a laicidade - a separação total entre Igreja e Estado - e a garantia da presença de todas as religiões nas prisões.

Fonte: O tempo

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